O mal-entendido que aproximou Goiás das estrelas
O pedido de um simples equipamento se transformou na implantação de um dos primeiros planetários do país
"No fim da década de 1960, o professor José Ubiratan de Moura, docente de Cosmografia do curso de Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG), precisava apenas de um telúrio – um equipamento didático simples, usado para demonstrar os movimentos da Terra em torno do Sol em sala de aula. O pedido, enviado para o Ministério da Educação (MEC), parecia modesto, mas um mal-entendido burocrático transformou a solicitação em um curioso episódio da ciência brasileira.
Isso porque os técnicos do MEC interpretaram equivocadamente o pedido de um telúrio como sendo o de um planetário completo. O equipamento fazia parte de um acordo firmado entre o governo brasileiro e a então Alemanha Oriental, que previa a troca de equipamentos científicos por café brasileiro. Resultado: em vez do pequeno aparelho solicitado, a UFG recebeu um moderno planetário Zeiss Spacemaster, acompanhado de um telescópio Zeiss Cassegrain de 150 milímetros.
O inesperado presente colocou a Universidade diante de um novo desafio: onde instalar um equipamento de grande porte que ninguém esperava receber?"
Source: Secom UFG
